[Artigo] - Como resgatar o seu Eu Verdadeiro?








Como resgatar o seu Eu Verdadeiro?


Está é uma pergunta que, talvez, muita gente nunca se tenha feito. E por que? Porque muitos nem sabem que existe um falso eu e um Eu Verdadeiro. E qual é a diferença entre os dois?

Vamos observar isso.

Quando nos identificamos apenas com os aspectos materiais, quando acreditamos que todas as informações dos cinco sentidos são a única realidade e que somos apenas o nosso corpo físico, estamos criando uma identidade falsa, a identificação com o ego e com o eu temporário, o falso eu.

Se observarmos a forma como nossa civilização vive, poderemos perceber que há uma luta diária pela sobrevivência. Vivemos em um mundo onde a competição e o desejo de se ter mais e mais se tornaram parte da nossa vida diária.

Muitos foram estimulados desde pequenos a verem esta forma de viver como algo natural e necessária. Alguns vivem em constante contato com a informação de que é necessário ter muito e que precisam encaixar-se nos moldes que lhes foram propostos.

Como nunca lhes foi mostrado que existem outras possibilidades além daquelas que conhecem, seguem sempre pelos mesmos caminhos, sem nunca encontrarem algo que lhes traga real satisfação. Assumem posições de defenderem aquilo que conhecem, mesmo sem estarem satisfeitos com a situação, por acomodação, por medo ou porque, simplesmente, nunca tiveram a oportunidade de refletir sobre o que realmente desejam e buscam.

Estão apenas acomodados ao mundo conhecido. 

Seguem por estes caminhos de repetição do que lhes foi mostrado como verdadeiro, preenchendo o vazio da alma com coisas externas, com coisas que lhes trazem um pequeno grau de satisfação. Isto os alivia do vazio existencia, mas permanece a sensação de que há algo mais para viver em algum lugar, mas não sabem onde.


Porém, as coisas conhecidas lhes dão a falsa sensação de estabilidade. Então, se pensam no vazio que sentem, justificam-se: “Mas a vida é isso mesmo”! ou “Todo mundo que eu conheço vive a vida da mesma forma, então para que mudar”?

Esta é uma ótima pergunta. Hoje li uma frase que me chamou muito a atenção: 

“Que Homem é o Homem que não vem ao mundo para transformá-lo?”


Que mundo é esse que o Homem pode transformar?


Em minha visão, poderíamos colaborar com a transformação do mundo exterior. Mas, o mundo mais importante que podemos transformar é o nosso mundo interior.


Como podemos fazer isso?


Através do autoconhecimento, através de um estado de observação de quem verdadeiramente somos, através do conhecimento profunda de nossa Verdade Maior, do contato com Nosso Eu Verdadeiro!


Quando o predominante em nossa vida é a ação do falso eu (que confundimos com o nosso verdadeiro eu), isso nos trará inquietação, desconforto, incertezas, pensamentos negativos e sentimentos que nos conduzem às armadilhas da visão apenas material da realidade.

Isso provavelmente nos roubará a paz e poderá nos trazer problemas de saúde. Em vez de nos impulsionar para a realização de nossa missão de vida, tenderá a nos empurrar para justificar atitudes que não preenchem nossa existência, que nos trazem preocupações, medos, angústias.

Normalmente, o que gera de mais incômodo nesse processo, é a sensação de que temos algo para fazer, algo grande para realizar, mas não sabemos onde, porquê ou para quê.

E o desconforto nos acompanha por muito tempo. Acredito que este desconforto é importante em nosso processo de evolução, pois ele pode nos alertar para um aspecto importante de nossa Vida: Ela pode ser muito mais do que o que estamos vivendo.

O desconforto pode nos possibilitar a busca pela mudança. Penso que ele é estimulado pela nossa alma, que anseia a mudança.

A grande questão aqui é que somos seres adaptáveis. Nos adaptamos até com o que não desejamos. Muitas vezes, lutamos para manter em nossas vidas muitas coisas que não queremos mais.

Vemos por aí, por exemplo, pessoas que lutam para seguir em um trabalho que não nutre mais sua criatividade. Outras, querem manter um relacionamento onde já não há mais companheirismo e crescimento. Querem continuar morando em um lugar que se sentem infelizes e que lhes traz elevados níveis de estresse. Outros ainda, lutam por ideais que não são seus, porque simplesmente nem sabem quais são os seus ideais.

Tanta gente está tão acostumada com esta forma de viver porque ouve apenas o seu falso eu e esquecem que a Vida é muito mais do que isso.
 

A Vida é uma oportunidade maravilhosa de crescimento e autodescoberta. É uma bela e generosa oportunidade de evolução, de conexão com a verdade interna e com o Eu Verdadeiro.

Muitos estão armados com as armas do falso eu, e vivem em estado de constante enaltecimento do ego.

O ego pode gerar uma força muito destrutiva. Esta força tem sido  a responsável por grande parte dos conflitos atuais e do desejo descontrolado do homem de ter mais e mais.

Mesmo que muita gente nem saiba que o ego é sua falsa identidade, que parece ter mais poder do que o verdadeiro eu, todos nós somos capazes de vencer estes padrões e encontrar outros padrões de comportamento que alimentam a alma e que trazem muito mais poder do que esse que vemos no mundo, utilizado pelo falso eu.


O ego exaltado manifesta no interior do homem um eterno conflito. Ele separa, julga e ataca por medo de ser anulado. Ele nunca convive em tranquilidade real com as pessoas à sua volta. Provoca um constante estado de alerta, se ofende e tenta controlar a tudo e a todos. Seus principais desejos são poder, ambição e riqueza, apenas material. Separação e dualidade são os fundamentos que sustentam a sua existência.


A nossa real identidade não tem nada a ver com este falso eu.




Porém, muitos foram alimentados pelos condicionamentos que receberam ao longo de suas vidas, influenciando a sua percepção do mundo.


Por causa desses condicionamentos, muitas pessoas perderam o contato com a sua verdadeira essência.


Porém, apesar das confusões do mundo, ou até mesmo graças a elas é que muitos descobrem que não mais desejam este tipo de vida e começam a buscar novos caminhos.


Com isto, podemos perceber duas boas novas:

  • A primeira: Este estado de superficialidade gerado pelo ego é apenas um estado temporário e que em algum momento, cada pessoa terá seu despertar, seu “insight” pessoal.
  • A segunda, é que muitas pessoas já despertaram e desejam seguir na vida em conexão com uma força maior, em sintonia com um estado mais elevado de Consciência.

Para muitos, os condicionamentos do mundo já não satisfazem e procuram formas de sair desta percepção tão limitada da realidade.


Quais as formas para se entrar nesse novo estado de consciência?

ü Através da constante observação de si mesmos;
ü Através da conexão com a Gratidão;
ü Buscando ouvir seus corações, se estão no caminho de ampliação de sua Luz interna;
ü Procurando vivenciar, nas pequenas coisas, essa Luz que sentem e sabem que são;


Todo aquele que ouve o seu chamado interno já não consegue estar no mundo com as mesmas atitudes que tinham antes desse despertar. A partir do instante em que há o despertar, os pensamentos encontram em muitos momentos o seu lugar de paz, de harmonia, de amor e a clara noção de totalidade.

Entram claramente em um novo estágio de crescimento. Desejam ir além das fronteiras do ego e das limitações impostas pelo falso eu e pelas aparências e condicionamentos do mundo atual.

Se você chegou até aqui em sua leitura, é muito provável que este seja também o seu chamado interno: Ir além das fronterias do ego, do falso eu e encontrar a real felicidade do Eu Maior, do Eu Verdadeiro.


Deste outro lado é onde encontramos a consciência. A consciência é a voz que nos faz sentir quando nossas escolhas nos elevam. Tornamo-nos Verdadeiros Amantes da Luz, seguimos em um estado de consciência livre.


Quando o predominante em nossa vida é a ação do Eu Verdadeiro, nossas ações produzem um estado de serenidade, trazem saúde, paz, harmonia, unidade e a capacidade de amar e perdoar a tudo e a todos. Desejamos o bem e felicidade não apenas para nossa vida, mas sim para todos.

Várias técnicas auxiliam nesse processo de encontro com o Eu Verdadeiro. Citaremos aqui, apenas algumas delas:

  • Fazer silêncio e dar pausa no pensar constante;
  • Ter mais contato com a natureza;
  • Observar a mente reativa e não manifestá-la nas relações pessoais, mas sim dar tempo para acalmar e regenerar a sua energia;
  • Praticar a constante observação da Gratidão;
  • Aprender a meditar,
  • Etc...


Você poderá sentir-se mais conectado também, através da prática da oração, da utilização de mantras, ao ouvir músicas que elevam sua energia. Enfim, há muitas possibilidades, ideias e - caminhos que podem lhe ajudar a começar a sintonizar mais com o seu  Eu Verdadeiro do que com o falso eu.

Nós, em nossos artigos e vídeos iremos ajudá-la(o) com diferentes técnicas a encontrar qual o caminho mais eficiente para você.

Desejamos que, por agora,  este artigo possa ser útil em seu processo, na jornada de encontro com a Luz que nutre a sua alma e que mostra a sua real identidade.


Um enorme abraço de luz e nos vemos em um momento próximo.


Nós somos,

Alma em Plenitude!