[Artigo] - Como conviver com pessoas ignorantes e complicadas?






Como conviver com pessoas ignorantes e complicadas?



A Madre Tereza costumava dizer que todas as pessoas têm um presente para nós. 

Esta é a frase da Madre Tereza de Calcutá que costumo usar em conferências:  

“Ninguém sabe o que se passa no coração de um Homem. Cada ser humano que encontramos na vida tem um presente para nós. Quando reagimos perante ele, quando os criticamos, perdemos o presente que ele tinha para nos entregar e parte desse presente que ele tinha para nos entregar é a Luz que o Criador nos enviou para nosso crescimento!” 

Esse presente poderá ser recebido apenas pelo fato de observarmos a forma como as pessoas atuam, aprendendo algo positivo ou, simplesmente, aprendendo como não desejamos fazer alguma coisa.

Todos são seres humanos em evolução, assim como você e eu também somos.

Esse presente que recebemos, quando encontramos alguém é algo recíproco, ou seja, podemos aprender algo com essa pessoa, assim como também podemos ensinar algo. Se estamos atentos ao nosso comportamento, se buscamos a melhor forma de atuar a cada momento, poderemos ajudar às pessoas através do nosso exemplo. E, com elas, poderemos aprender também, ainda que ao observarmos a atitude de alguém, isso nos ensine o que não queremos para nossa vida.

Observação, sem julgamento é a melhor estratégia.

Porém, através da observação do que ocorre a nossa volta, da observação do comportamento das pessoas e dos resultados que elas têm com a forma que atuam, isso poderá nos servir de guia para escolhermos nossos passos e tomarmos nossas decisões.

Quando observamos pessoas que conquistam seus sonhos, podemos aprender com elas. Quando observamos pessoas que atuam de forma não eficiente, também podemos aprender algo.

Não precisamos comentar sobre elas, criticá-las ou brigar com elas. Se for o caso, podemos ajudá-las a pensarem sobre suas escolhas. Mas se não somos íntimos o bastante para dizer-lhes algo, simplesmente observamos e aprendemos com os erros delas, sem termos a necessidade de passar pelo mesmo.

Isto é um grande aprendizado. Um grande presente que podemos receber: não precisarmos passar pela mesma experiência! Pela mesma dor ou perda! Será uma enorme economia de energia em nosso aprendizado. Podemos sentir gratidão por este aprendizado e por termos crescido através da observação. Esse será o presente que ela tinha para nós!

Quando aprendemos a observar os outros para nosso crescimento é algo que nos faz amadurecer, mas que ao mesmo tempo, algumas vezes pode nos causar estranheza porque as pessoas funcionam de determinada maneira. Pode nos parecer óbvio que a forma como elas estão atuando não trará bom resultado. Pode ser incômodo para nós perceber isso e não fazer nada. Porém, será importante lembrar que nem sempre as pessoas estão abertas para escutar nossa opinião. E, por mais óbvio que nos pareça que aquele caminho não é o ideal, ela tem o direito de escolher como quer atuar, mesmo que ela decida perder muita energia com atitudes ineficazes.

Podemos ajudá-las, se for o caso. Caso contrário, caso elas não sejam abertas a ouvir e receber ajuda, o que elas fazem, pensam ou sentem é um desafio delas, pois a energia que usam para isso é delas. É responsabilidade delas!

Quando nos associamos ao que elas pensam, fazem ou dizem sentindo-nos incomodados ou criticando a atitude que tomam estamos criando uma conexão não eficiente com ela. Estamos criando uma espécie de gancho de energia com o campo de frequência eletromagnético que envolve o corpo delas. Este gancho é como um cabo de energia. Ele nos associa a uma forma de ser, pensar e agir que tanto criticamos. Criamos sintonia com  padrões que não queremos para nós e entregamos nosso poder pessoal a isto!

Como podemos sair destes padrões que não desejamos?

Aqui vão algumas dicas importantes para refletir:



Lembre-se daquela história da mulher que estava em um aeroporto lotado de gente, esperando um vôo que estava muito atrasado. Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas e mais algumas coisas, que guardou em uma sacola. Sentada em um banco, colocou a sacola ao seu lado, em uma pequena mesa. Um homem  que ela não conhecia sentou-se do outro lado da mesa. O homem pediu licença com um sorriso que a mulher nem percebeu e também colocou uma pequena sacola do seu lado da mesa. A mulher estava estressada com sua vida, com seu trabalho, com o atraso do avião, com o mundo. Lendo para distrair a atenção, pega sem desviar a atenção do livro, abre o pacote de bolacha, come uma e coloca o pacote sobre a mesa. O homem pega uma bolacha também. A mulher observa com o canto do olho mas não diz nada. O homem pega outro e ela acha que ele é muito atrevido!

Pensa consigo mesma : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho que ele nunca mais esqueceria!!!"

A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:

"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela levanta-se, recolhe sua sacola com suas coisas e vai ler o seu livro em outra áreas. Mas continua indignada até a hora que se dirigiu ao local de embarque.

Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião abriu sua bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!!

Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela. Sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa....

O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele. E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas!

Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto?

Antes de concluir e reagir, observe as coisas com calma!

Talvez suas percepções estejam equivocadas e nem tudo é como parece!

E como diz o ditado:

“Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:

- a pedra, depois de atirada;

- a palavra, depois de proferida;

- a ocasião, depois de perdida;

- e o tempo, depois de passado".

Estas são apenas algumas dicas que poderão te ajudar a repensar suas ações e irá economizar sua energia e melhorará seus relacionamentos.

Eu te envio um enorme abraço de luz e desejo a você paz, prosperidade e muito sucesso em sua jornada.

Iara Guilherme – Alma em Plenitude